Português para o Vestibular Tudo sobre a matéria de língua portuguesa que cai no vestibular e no Enem.

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O que cai no Enem 2012 Confira todas as matérias que caem na prova do Enem.

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Tipos de Discurso: direto indireto e indireto livre - Vozes do Discurso.

Vozes do discurso.



Ao lermos um texto, observamos que há um narrador, que é quem conta o fato. Esse locutor ou narrador pode introduzir outras vozes no texto para auxiliar a narrativa.

Para fazer a introdução dessas outras vozes no texto, a voz principal ou privilegiada, o narrador, usa o que chamamos de discurso. O que vem a ser discurso dentro do texto? Discurso é a forma como as falas são inseridas na narrativa.

O discurso pode ser classificado em: direto, indireto e indireto livre.

Discurso direto: reproduz fiel e literalmente algo dito por alguém. Um bom exemplo de discurso direto são as citações ou transcrições exatas da declaração de alguém.

- Primeira pessoa (eu, nós) – é o narrador quem fala, usando aspas ou travessões para demarcar que está reproduzindo a fala de outra pessoa.

Exemplo de discurso direto: “Não gosto disso” – disse a menina em tom zangado.

Discurso indireto: o narrador, usando suas próprias palavras, conta o que foi dito por outra pessoa. Temos então uma mistura de vozes, pois as falas dos personagens passam pela elaboração da fala do narrador.

- Terceira pessoa - ele(s), ela(s) – O narrador só usa sua própria voz, o que foi dito pela personagem passa pela elaboração do narrador. Não há uma pontuação específica que marque o discurso indireto.

Exemplo de discurso indireto: A menina disse em tom zangado, que não gostava daquilo.

Discurso indireto livre: É um discurso misto onde há uma maior liberdade, o narrador insere a fala do personagem de forma sutil, sem fazer uso das marcas do discurso direto. É necessário que se tenha atenção para não confundir a fala do narrador com a fala do personagem, pois esta surge de repente em meio a fala do narrador.

Exemplo de discurso indireto livre: A menina perambulava pela sala irritada e zangada. Eu não gosto disso! E parecia que ninguém a ouvia.

Tempo Verbal:
O tempo verbal também é fator determinante dos discursos. O discurso indireto estará sempre no passado em relação ao discurso direto.

Discurso direto - tempos verbais
Presente do indicativo: “Não gosto disso” – diz a menina em tom zangado.
Pretérito perfeito do indicativo: “Não gostei disso” – disse a menina em tom zangado.
Futuro do indicativo: “Não gostarei disso” – disse a menina em tom zangado.
Imperativo: - Vista o agasalho, meu filho.

Discurso Indireto – tempos verbais
Pretérito imperfeito do indicativo: A menina afirmou que estava zangada.
Pretérito-mais-que-perfeito do indicativo: A menina afirmou que estivera zangada (composto – A menina afirmou que tinha estado zangada)
Futuro do pretérito : A menina disse que estaria zangada.
Pretérito imperfeito do subjuntivo: A mãe recomendou-lhe que vestisse o agasalho.

Essa é  a  base  dos Tipos de Discurso existentes  em um texto.

Para saber mais sobre verbos visite: Verbos: definicao, classificacao, flexão, modo, tempo, forma nominal, imperativo/subjuntivo.

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Pneu Furado - Luís Fernando Veríssimo - exemplo de crônica, fácil leitura e interpretação.

Esse texto é bem leve  e pode ser usado de  várias forma pelo  professor, uma delas poderia ser exemplificar o gênero crônica.



PNEU FURADO

O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.
Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo
"Pode deixar". Ele trocaria o pneu.
- Você tem macaco? - perguntou o homem.
- Não - respondeu a moça.
- Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe?
- Não - disse a moça.
- Vamos usar o meu - disse o homem.
E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.
Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.
Dali a pouco chegou o dono do carro.
- Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
- É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
- Coisa estranha.
- É uma compulsão. Sei lá.

(Luís Fernando Veríssimo. Livro: Pai não entende nada. L&PM, 1991).

Confira as característica de uma crônica.
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Verbos: definição, classificação, flexão, modo, tempo, forma nominal, imperativo/subjuntivo.

Verbo é a palavra que indica ação, fenômenos da natureza e também  atribui:

  •  qualidade,
  •  característica,
  •  estado,
Estrutura e Flexão
Classificação dos verbos
• O modo indicativo ex.: ar - er - ir
• Os modos subjuntivo e imperativo ex.: ar - er - ir
• As formas nominais ex.: ar - er - ir


Exemplo de  como NÃO conjugar  o verbo ;)



Interpretação de textos - Princípios básicos para interpretar um texto.

PEQUENO DICIONÁRIO DE INTERPRETAÇÃO.


A - Atenção ao ler o texto é fundamental.

B - Busque a resposta no texto. Não tente adivinhá-la. “Chute” só em último caso.

C - Coesão: uma frase com erro de coesão pode tornar um contexto indecifrável.
- Contexto: é o conjunto de idéias que formam um texto ---> o conteúdo.

D - Deduzir: deduz- se somente através do que o texto informa.

E - Erros de Interpretação:
• Extrapolação ( viagem ): é proibido viajar. Não se pode permitir que o pensamento voe.
• Redução: síntese serve apenas para facilitar o entendimento do contexto e para fixar a idéia principal. Na hora de responder lê-se o texto novamente.
• Contradição: é proibido contradizer o autor. Só se contradiz se solicitado.

F – Figuras de linguagem: conhecê-las bem ajudam a compreender o texto e, até, as questões.

G – Gramática: é a “alma” do texto. Sem ela, não haverá texto interpretável. Portanto, estude-a bastante.

H - História da Literatura: reconhecer as escolas e os gêneros literários é fundamental. Revise seus apontamentos de literatura.

I – Interpretação: o ato de interpretar tem primeiro e principal objetivo a identificação da idéia principal.
• Intertexto: são as citações que complementam, ou reforçam, o enfoque do autor .

J – Jamais responda “de cabeça”. Volte sempre ao texto.

L – Localizar-se no contexto permite que o candidato DESCUBRA a resposta.

M – Mensagem: às vezes, a mensagem não é explícita, mas o contexto informa qual a intenção do autor.
N – Nexos: são importantíssimos na coesão. Estude os pronomes relativos e as conjunções.

O – Observação: se você não é bom observador, comece a praticar HOJE, pois essa capacidade está intimamente ligada à atenção.

• OBSERVAÇÃO = ATENÇÃO = BOA INTERPRETAÇÃO.

P – Parafrasear: é dizer o mesmo que está no texto com outras palavras. É o mais conhecido “pega – ratão“ das provas.

Q – Questões de alternativas ( de “a” a “e” ): devem ser todas lidas. Nunca se convença de que a resposta é a letra “a” . Duvide e leia até a letra “e”, pois a resposta correta pode estar aqui.

R – Roteiro de Interpretação

Na hora de interpretar um texto, alguns cuidados são necessários:

a) ler atentamente todo o texto, procurando focalizar sua idéia central;
b) interpretar as palavras desconhecidas através do contexto;
c) reconhecer os argumentos que dão sustentação a idéia central;
d) identificar as objeções à idéia central;
e) sublinhar os exemplos que foram empregados como ilustração da idéia central;
f) antes de responder as questões, ler mais de uma vez todo o texto, fazendo o mesmo com as questões e as alternativas;
g) a cada questão, voltar ao texto, não responder “de cabeça”;
h) se preferir, faça anotações à margem ou esquematize o texto;
i) se o enunciado pedir a idéia principal, ou tema, estará situada na introdução, na conclusão, ou no título;
j) se o enunciado pedir a argumentação, esta estará localizada, normalmente, no corpo do texto.

S – Semântica: é a parte da gramática que estuda o significado das palavras. É bom estudar: homônimos e parônimos, denotação e conotação, polissemia, sinônimos e antônimos. Não esqueça que a mudança de um “i “ para “e” pode mudar o significado da palavra e do contexto.
IMINENTE --->  EMINENTE

T – Texto: basicamente, é um conjunto de IDÉIAS (ASSUNTO) ORGANIZADAS(ESTRUTURA).
- INTRODUÇÃO-ARGUMENTAÇÃO-CONCLUSÃO

U – Uma vez, contaram a você que existem a ótica do escritor e a ótica do leitor. É MENTIRA! Você deve responder às questões de acordo com o escritor.

V – Vícios: esses “errinhos” do cotidiano atrapalham muito na interpretação. Não deixe que eles interfiram no seu conhecimento.

X – Xerocar os conteúdos, isto é, decorá-los não é o suficiente: é necessário raciocinar.

Z – Zebra não existe: o que existe é a falta de informação. Portanto, informe-se .

(Autoria de Lúcia Piva)
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Atividade - Exercicios com gabarito sobre o pronome relativo "Que".

Exercícios e atividades de  analise sintática da palavra "que" com  gabaritos, útil para professores aplicarem e para estudantes testarem seu aprendizado.




A palavra ”Que” é pronome relativo nas frases que se sequem. Dê a sua função sintática:

26) Esta é a casa em que nasci.
Que é ______________________________

27) A informação de que mais gostei foi aquela:
Que é ______________________________

28) Há sempre solidão em torno dos que caem:
Que é ______________________________

29) Tudo o que vem do acaso carece de firmeza:
Que é ______________________________

30) Ninguém pode ter tudo aquilo que deseja:
Que é ______________________________

31) Eu fui o que tu és, tu serás o que eu sou:
Que é ________________________________

32) “É teu amigo aquele que na ocasião do perigo te ajuda”:
Que é ______________________________

33) A demora excita sempre os que amam:
Que é ______________________________

34) O conto a que fases referências não é tão importante assim:
Que é ______________________________

35) Ela me fez uma pergunta a que- não poderia responder:
Que é ______________________________

36) O animal de que mais tenho medo é o urso:
Que é ______________________________

37) De que conversaremos hoje?
Que é ______________________________

Gabarito:
26. adj. Adv. de lugar
27. obj. indireto
28. sujeito
29. sujeito
30. obj. direto
31. predicativo/ predicativo
32. sujeito
33. sujeito
34. complemento nominal
35. obj. indireto
36. complemento nominal
37. adj. Adv. de assunto
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Exercícios sobre concordância com gabarito.

Professor, está sem tempo de  elaborar exercícios? Estudante, quer testar seus conhecimentos? Atividades com  gabarito.




Assinale com “C “ as frases corretas quanto a concordância e com “I” as frases incorretas:

001) ( )Falou o Ministro e todos os seus assessores.
002) ( )Saiu agora mesmo daqui seu tio e suas primas.
003) ( )Não só os alunos, como também o diretor faltou às aulas
004) ( )Fumar e beber faz muito mal à saúde.
005) ( )O comer e o dormir engordam.
006) ( )Não só eu, mas também meus filhos estão com gripe.
007) ( )Bebida, festas, dinheiro, mulheres, nada o tornava alegre.
008) ( )Céu, mar, terra, rios, sol planetas, animais tudo se constituem dos mesmos elementos
009) ( )Tanto o marido como a mulher mentiu.
010) ( )Deverá viajar conosco Ademir e Adriana.
011) ( )Deus e demônio, brancos e negros, crentes e ateus, mulheres e homens, ninguém o igualava em tragédias ou em comédias
012) ( )Tanto você quanto eu estou na mesma situação
013) ( )O burro, o asno e o preguiçoso, sem pancadas, nenhum se mexe.
014) ( )Veio ao aeroporto Giovanna, Lucas, Gabriel e os primos.
015) ( )Giovanni ou Otaviano dirigirão o automóvel
016) ( )Chegou uma carta e um telegrama para Vossa Excelência.
017) ( )Perder e ganhar é do esporte.
018) ( )Os Sertões foram publicados em 1902 e são de autoria de Euclides da Cunha.
019) ( )Luís, bem como seus irmãos, virá comigo.
020) ( )As estrelas parecem brilhar mais intensamente hoje
021) ( )As estrelas parece brilharem mais intensamente hoje
022) ( )As crianças parece estarem com fome.
023) ( )Vossa Santidade estejais em paz, que cuidaremos da sua segurança.
024) ( )Tudo parecem rosas na vida.
025) Aquilo parecem fogos de artifício

Gabarito:
1.C - 2.C - 3..I  - 4.C - 5.C - 6.I - 7.C - 8.I  - 9.I - 10.C - 11.C - 12.I  - 13.C - 14.C - 15.I - 16.C - 17.I 18.C - 19.C - 20.C - 21.C - 22.C - 23.I  - 24.C - 25.C
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Conjunções subordinadas - Classificação.

Posição das conjunções coordenativas


Nem todas as CONJUNÇÕES COORDENATIVAS encabeçam a oração que delas recebe o nome.

Assim:
1. Das CONJUNÇÕES COORDENATIVAS apenas mas aparece obrigatoriamente no começo da oração;contudo, entretanto, no entanto, porém e todavia podem vir no início da oração, ou após um de seus termos.

Sirvam de exemplo estes períodos:
Tentou subir, mas não conseguiu.
Tentou subir, porém não conseguiu.
Tentou subir; não conseguiu, porém.
 
2. Pois, quando CONJUNÇÕES CONCLUSIVA, vem sempre posposta a um termo da oração a que pertence:

Era, pois, um homem de grande caráter e foi, pois, também um grande estilista. (J. RIBEIRO)

3. As conclusivas logo, portanto e por conseguinte podem variar de posição, conforme o ritmo, a entoação, a harmonia da frase.

Conjunções subordinativas

Classificação

As conjunções subordinativas classificam-se em CAUSAIS, CONCESSIVAS, CONDICIONAIS, CONFORMATIVAS, COMPARATIVAS, CONSECUTIVAS, FINAIS, PROPORCIONAIS,
TEMPORAIS, e INTEGRANTES.

As causais, concessivas, condicionais, conformativas, finais, proporcionais, temporais, comparativas e consecutivas iniciam ORAÇÕES ADVERBIAIS.

 As integrantes introduzem ORAÇÕES SUBSTANTIVAS.

Exemplos:
a) CAUSAIS (iniciam uma oração subordinada denotadora de causa). porque, pois, porquanto, como [=porque], pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que, etc.
- Dona Luísa fora para lá porque estava só.
- Como o calor estivesse forte, pusemo-nos a andar pelo Passeio Público.

b) COMPARATIVAS (iniciam uma oração que encerra o segundo membro de uma comparação, de um confronto): que, do que (depois de mais, menos, maior, menor, melhor, pior) qual (depois de tal), quanto (depois de tanto), como, assim como, bem como, como se, que nem.
- .Era mais alta que baixa.  Nesse instante, Pedro se levantou como se tivesse levado uma chicotada.

c) CONCESSIVAS (iniciam uma oração subordinada em que se admite um fato contrário à ação principal, mas incapaz de impedi-la). embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, bem que, se bem que, apesar de que, nem que, que, etc.
- Pouco demorei, conquanto muitos fossem os agrados.
- É todo graça, embora as pernas não ajudem...
 
d) CONDICIONAIS (iniciam uma oração subordinada em que se indica uma hipótese ou uma condição necessária para que seja realizado ou não o fato principal): se, caso, quando, contanto que, salvo se, sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que, etc.
- Seria mais poeta, se fosse menos político.
- Consultava-se, receosa de revelar sua comoção, caso se levantasse.

e) CONFORMATIVAS (iniciam uma oração subordinada em que se exprime a conformidade de um pensamento com o da oração principal) conforme, como [= conforme], segundo, consoante, etc.:
- Cristo nasceu para todos, cada qual como o merece...
- Tal foi a conclusão de Aires, segundo se lê no Memorial.

f) CONSECUTIVAS (iniciam uma oração na qual se indica a conseqüência do que foi declarado na anterior): que (combinada com uma das palavras tal, tanto, tão ou tamanho, presentes ou latentes na oração anterior), de forma que, de maneira que, de modo que, de sorte que.
- Soube que tivera uma emoção tão grande que Deus quase a levou.

g) FINAIS (iniciam uma oração subordinada que indica a finalidade da oração principal): para que, a fim de que, porque [= para que], que
- Aqui vai o livro para que o leias.
- Fiz-lhe sinal que se calasse...

h) PROPORCIONAIS (iniciam uma oração subordinada em que se menciona um fato realizado ou para realizar-se simultaneamente com o da oração principal): à medida que, ao passo que, à proporção que, enquanto, quanto mais... (mais), quanto mais...(tanto mais), quanto mais... (menos), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (menos), quanto menos... (tanto menos), quanto menos... (mais), quanto menos...(tanto mais)
- Ao passo que nos elevávamos, elevava-se igualmente o dia nos ares.
- Tudo isso vou escrevendo enquanto entramos no Ano Novo.

i) TEMPORAIS (iniciam uma oração subordinada indicadora de circunstância de tempo): quando, antes que, depois que, até que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, mal, que [= desde que], etc.:
- Custas a vir e, quando vens, não te demoras.
- Implicou comigo assim que me viu.

j) INTEGRANTES (servem para introduzir uma oração que funciona como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto de outra oração): que e se Quando o verbo exprime uma certeza, usa-se que; quando incerteza, se:
- Afirmo que sou estudante.
- Não sei se existe ou se dói.
 
Polissemia conjuncional

Como vimos, algumas conjunções subordinativas (que, se, como, porque, etc) podem pertencer a mais de uma classe. Em verdade, o valor desses vocábulos gramaticais está condicionado ao contexto em que se inserem, nem sempre isento de ambigüidade, pois que há circunstâncias fronteiriças: a condição da concessão, o fim da conseqüência, etc.

Locução conjuntiva
A par das conjunções simples, há numerosas outras formadas da partícula que antecedida de advérbios, de preposições e de particípios. São chamadas LOCUÇÕES CONJUNTIVAS: antes que, desde que, já que, até que, para que, sem que, dado que, posto que, visto que, uma vez que, à medida que.
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Conjunções: Conjunções coordenativas.

Conjunções coordenativas


1. Classificação

Classificam-se as conjunções coordenativas em ADITIVAS, ADVERSATIVAS, ALTERNATIVAS, CONCLUSIVAS e EXPLICATIVAS.

a) ADITIVAS, que servem para ligar simplesmente dois termos ou duas orações de idêntica função: e, nem [= e não]
Ex. Tinha saúde e robustez. Pulei do banco e gritei de alegria. Não é gulodice nem interesse mesquinho.

b) ADVERSATIVAS, que ligam dois termos ou duas orações de igual função, acrescentando-lhes, porém, uma idéia de contraste:mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto.
Ex. Seu quarto é pobre, mas nada lhe falta. Cada uma delas doía-me intensamente; contudo não me indignavam.

c) ALTERNATIVAS, que ligam dois termos ou orações de sentido distinto, indicando
que, ao cumprir-se um fato, o outro não se cumpre: ou...ou, ora...ora, quer...quer, seja...seja, nem...nem, já...já, etc.
Ex. Para arremedar gente ou bicho, era um gênio. Ou eu me retiro ou tu te afastas.

d) CONCLUSIVAS, que servem para ligar à anterior uma oração que exprime conclusão, conseqüência: logo, pois, portanto, por conseguinte, por isso, assim, então.
Ex. Não pactua com a ordem; é, pois, um rebelde. Ouço música, logo ainda não me enterraram.

e) EXPLICATIVAS, que ligam duas orações, a segunda das quais justifica a idéia contida na primeira: que, porque, pois, porquanto.
ex. Dorme, que eu penso.
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Conjuções: Conjunção coordenativa e subordinativa.

Conjunção coordenativa e subordinativa

1. Examinemos os seguintes provérbios:
O mal e o bem à face vêm.  /Deseja o melhor e espera o pior. / Só dura a mentira
enquanto a verdade não chega.

No primeiro, encontramos a palavra e, que está ligando dois termos de uma oração: o
mal e o bem.

No segundo, vemos a mesma palavra e, que está ligando duas orações de sentido
completo e independente: Deseja o melhor. Espera o pior.

No terceiro, aparece a palavra enquanto unindo duas orações que não podem ser
separadas sem que fique alterado o sentido que expressam, pois a segunda depende
da afirmação contida da primeira.

Os vocábulos invariáveis que servem para relacionar duas orações ou dois termos
semelhantes da mesma oração chamam-se CONJUNÇÕES.

As conjunções que relacionam termos ou orações de idêntica função gramatical têm o
nome de COORDENATIVAS.

Denominam-se SUBORDINATIVAS as  conjunções que ligam duas orações, uma das quais
determina ou completa o sentido da outra.

2. Percebe-se facilmente a diferença entre as conjunções coordenativas e as
subordinativas quando comparamos construções de orações a construções de
nomes.

Assim, nestes enunciados:
Ler e escrever. A leitura e a escrita.
Ler ou escrever. A leitura ou a escrita.

Vemos que a conjunção coordenativa não se altera com a mudança de construção,
pois liga elementos independentes, estabelecendo entre eles relações de adição, no
primeiro caso, e de igualdade ou de alternância, no segundo.

Já nos enunciados seguintes:
Quando tiver lido o livro, escreva a carta. Após a leitura, a escrita.

Observamos a dependência do primeiro termo ao segundo.
No último exemplo, em lugar da conjunção subordinativa (quando), temos uma
preposição (após), que está indicando a dependência de um elemento a outro.

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Exercício de Literatura - Prova/Avaliação - 2ª série do Ensino Médio - Parnasianismo.

Professor: 2ª série - Ensino Médio - Sugestão Exercícios - Atividades/Provas Estilo Parnasiano - 2ª série do  E.M.



Trabalhos de colegas que  podem servir  como  modelo e ajuda  para que você elabore suas próprias aulas e avaliações.

O ovo de galinha
(João Cabral de Melo Neto)

O ovo revela o acabamento
a toda mão que o acaricia,
daquelas coisas torneadas
num trabalho de toda a vida.
E que se encontra também noutras
que entretanto mão não fabrica:
nos corais, nos seixos rolados
e em tantas coisas esculpidas
cujas formas simples são obra
de mil inacabáveis lixas
usadas por mãos escultoras
escondidas na água, na brisa.
No entretanto, o ovo, e apesar
de pura forma concluída,
não se situa no final:
está no ponto de partida.

Vocabulário:
Torneadas: redondas
Noutras: em outras
Seixos: fragmento de rocha dura, pedra solta;
‘seixos rolados’: seixo sem arestas, porque arredondado pelo desgaste, e que se encontra à beira mar e em margens de leitos de rios.


1. Reescreva a primeira estrofe colocando-a em ordem direta. (0,75)
.......................................................................................................................................................

2. Em apenas uma estrofe o poeta faz referência ao trabalho humano. Reescreva esta estrofe. (0,75)
.........................................................................................................................................................

3. Considere os conceitos: (1,0)
Sujeito: para filosofia, o ser individual, real, capaz de praticar uma ação.
Objeto: tudo o que está fora do sujeito e que pode receber ação daquele.
Agora, identifique o sujeito (S) e objeto (O) para cada fragmento, considerando o poema lido:

( ) ovo (primeira estrofe) ( )mão (primeira estrofe)
( ) corais, seixo rolados ( )coisas esculpidas
( ) mãos escultoras ( ) água e brisa
Leia o soneto a seguir:

Rio Abaixo
Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga...
Quase noite. Ao sabor do curso lento
Da água, que as margens em redor alaga,
Seguimos. Curva os bambuais o vento.

Vivo, há pouco, de púrpura, sangrento,
Desmaia agora o Ocaso. A noite apaga
A derradeira luz do firmamento...
Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga.

Um silêncio tristíssimo por tudo
Se espalha. Mas a lua lentamente
Surge na fímbria do horizonte mudo:

E o seu reflexo pálido, embebido
Como um gládio de prata na corrente,
Rasga o seio do rio adormecido.
(Olavo Bilac)

Vocabulário:
Púrpura: cor vermelha
fímbria: franja, orla, beirada.
Ocaso: pôrdo sol, desaparecimento do sol ao entardecer.
gládio: espada de dois gumes, com corte dos dois lados.


4. Como se classifica essa forma fixa de poema constituída de dois quartetos e dois tercetos? (0,5)
 ..........................................................................................

5. No texto predomina a descrição. Responda: (1,0)
a. O que o eu-lírico descreve?
...................................................................................................................

b. Nessa descrição, o eu-lírico assume o ponto de vista de quem está num barco, no rio. Que verbo da primeira estrofe comprova essa afirmativa?
........................................................................................................................

6. Copie do texto as expressões correspondentes a: (0,75

a. Entardece: ....................................................................................................
b. escurece: ......................................................................................................

7. Podemos classificar as rimas de um poema em três tipos: (1,25)
- rima pobre: ocorre quando rimam palavras da mesma classe gramatical. (Ex.substantivo com substantivo)
- rima rica: ocorre quando rimam palavras de classe gramatical diferente. (Ex.substantivo com adjetivo)
- rima rara ou preciosa: ocorre quando rimam uma palavra e uma combinação de palavra, como estrela e vê-la .

Copie do texto “Rio Abaixo” um exemplo de:
a.Rima rica: .............................................................................................................................................................
b. Rima pobre: ....................................................................................................................................

8. No texto ocorrem algumas das principais características do estilo parnasiano. Assina abaixo com um X as alternativas que contenham essas características: (1,0)
( ) descrição detalhada de objetos ou cenas.
( ) preferência pelas frases na ordem direta.
( ) preferência pelas frases na ordem indireta.
( ) emprego de palavras raras, que não são utilizadas no vocabulário cotidiano.
( ) preferência pelo soneto.
( ) sentimentalismo exagerado ao declarar seu amor a mulher amada.
( ) perfeição das formas.

Leia o soneto abaixo e responda as questões propostas:

Remorso
(Olavo Bilac)

Às vezes, uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.

Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!

Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,

Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!

Vocabulário:
Ânsias: desejos
Cismo: teimo
Padeço: fico doente
Gozar: aproveitar
Quisera: desejara
Mártir: aquele que sofreu tormentos ou a morte.

Pudor: vergonha

9. Na primeira estrofe, ao falar de outono e primavera, a que fases de sua vida se refere o eu-lírico? (0,5)
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10. “...quando/ Calculo o que perdi na primavera” . O que perdeu o eu-lírico nessa fase? (0,75)
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11. Qual foi a causa dessa perda do eu-lírico? (1,0)
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12. Pode-se dizer que esse soneto ilustra bem o exagero formal do Parnasianismo, com sua linguagem rebuscada e o gosto por palavras raras? Justifique. (0,75)
..............................................................................................................................................................
Professor,
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Exercício de Literatura - Prova/Avaliação - 1ª série do Ensino Médio - Arcadismo.

O professor precisa elaborar exercícios atividades e avaliações para várias  séries diferentes. As falta tempo. Aqui está uma sugestão de atividade do Estilo Arcade da Literatura.





Leia o soneto abaixo. Nele, o poeta português Bocage constrói um cenário muito específico com os elementos da natureza.

Recreios campestres na companhia de Marília

Olha Marília, as flautas dos pastores
Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre as flores?

Vê como ali beijando-se os Amores
Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes,
As vagas borboletas de mil cores.

Naquele arbusto o rouxinol suspira,
Ora nas folhas a abelhinha pára,
Ora nos ares sussurrando gira:

Que alegre campo! Que manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,
Mais tristeza que a morte me causara.
(BOCAGE, Manuel M. Barbosa Du. Obras de Bocage. Porto: Lello & amp; Irmão 1968.)

1. A quem o eu lírico se dirige? ______________________________________________________________.(1,0)
2. Que convite ele faz a essa pessoa? (1,0)
_________________________________________________________________________________
3. Como a natureza é apresentada no poema? (1,0)
_________________________________________________________________________________
4. No último terceto, a caracterização da natureza funciona como argumento para convencer Marília do quanto ela é amada. Explique qual é a relação estabelecida entre a natureza e os sentimentos do eu lírico. (1,0)
__________________________________________________________________________________
5. Há, no cenário natural do soneto, uma evidente artificialidade. Como ela pode ser percebida? (1,0)
_________________________________________________________________________________

6. Em relação ao soneto lido, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as afirmativas falsas: (1,0)

( ) A referência à música melodiosa feita pelos pastores é uma alusão à felicidade da vida campestre, uma das características do Arcadismo.
( ) No terceiro verso, a Natureza personificada, demonstra sua tristeza e melancolia.
( ) O eu lírico rejeita a beleza do campo e afirma preferir os sons da cidade.
( ) A natureza é descrita de forma detalhada formando assim uma paisagem perfeita e harmônica.

7. Na segunda estrofe do soneto lido, o eu-lírico: (1,0)

a. ( ) continua a descrever as belezas da paisagem campestre.
b. ( ) chama a atenção de Marília para que olhe à sua volta e veja como tudo convida o amor.
c. ( ) faz referência a figuras da mitologia grega e romana.
d. ( ) reclama que Marília não lhe dá atenção.

8. Leia atentamente o texto e responda: (1,5)

“Eu sem você Sem você, meu amor
Não tenho porquê Eu não sou ninguém
Porque sem você Ai, que saudade
Não sei nem chorar Que vontade de ver renascer
Sou chama sem luz Nossa vida
Jardim sem luar Volta, querido,
Luar sem amor Os meus braços precisam dos teus
Amor sem se dar Teus braços precisam dos meus
Ai, eu sem você Estou tão sozinha
Sou só desamor Tenho os olhos cansados de olhar
Um barco sem mar Para o além
Um campo sem flor Vem ser a vida”
(Samba em prelúdio – V. de Moraes e Baden Pawell)

a. Responda se o eu-lírico dessa canção é masculino ou feminino. Justifique com um trecho do poema.
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b. Com o que o eu-lírico se compara para explicar a sua tristeza em estar sem seu amor?
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c. Como o eu-lírico diz que se sente por não ter o ser amado?
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9. Analise os poemas a seguir, do poeta Tomás Antônio Gonzaga, retirados de sua obra “Marília de Dirceu”. (1,5)

LIRA XIV
[...]
Ornemos nossas testas com as flores,
e façamos de feno um brando leito;
prendamo-nos, Marília, em laço estreito,
gozemos do prazer de sãos amores.
Sobre as nossas cabeças,
sem que o possam deter, o tempo corre:
e para nós o tempo que se passa,
também, Marília, morre.

Com os anos, Marília, o gosto falta
e se entorpece o corpo já cansado;
triste, o velho cordeiro está deitado,
e o leve filho, sempre alegre, salta.
A mesma formosura
é dote que só goza a mocidade:
rugam-se as faces, o cabelo alveja,
mal chega a longa idade.

Que havemos de esperar, Marília bela?
que vão passando os florescentes dias?
as glórias que vêm tarde, já vêm frias,
e pode enfim mudar-se a nossa estrela.
Ah! não, minha Marília,
aproveite-se o tempo, antes que faça
o estrago de roubar ao corpo as forças,
e ao semblante a graça!

a. Qual a argumentação apresentada pelo eu-lírico?
_________________________________________________________________________________

b. Quais os temas desenvolvidos nessa Lira?
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c. Para reforçar seus argumentos, o eu-lírico, em certo momento, utiliza-se de um exemplo da natureza, identifique-o.
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d. Na visão do eu-lírico, quais efeitos nocivos podem ser associadas à passagem do tempo?
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Vocabulário:
Cadentes: ritmado
Tejo: rio que corta a cidade de Lisboa, em Portugal
Zéfiros: na mitologia grega, são os ventos que sopram do Ocidente.
Incitando: provocando
Ósculos: beijos
Ei-las: Aí estão
Rouxinol: pássaro
Gira: rodopia
“se eu não te vira”: se eu não tivesse te visto

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Atividade: Interpretação de texto - 5ª serie (6ºano) - Texto: A Velha Contrabandista.

Exercícios de Interpretação textual – 5ª SÉRIE - Texto A VELHA CONTRABANDISTA de Stanislaw Ponte Preta.


A VELHA CONTRABANDISTA

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não “espaia” ? – quis saber a velhinha.
- Juro – respondeu o fiscal.
- É lambreta.
(Stanislaw Ponte Preta)
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Interpretação do texto

1) O que a velhinha carregava dentro do saco, para despistar o guarda?
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2) O que o autor quis dizer com a expressão “tudo malandro velho”?
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3) Leia novamente o 4º parágrafo do texto e responda:
Quando o narrador citou os dentes que “ela adquirira no odontólogo”, a que tipo de dentes ele se referia?
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4) Explique com suas palavras qual foi o truque da velhinha para enganar o fiscal.
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5) Quando a velhinha decidiu contar a verdade?
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6) Qual é a grande surpresa da história?
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7) Numere corretamente as frases abaixo, observando a ordem dos acontecimentos.
( ) O fiscal verificou que só havia areia dentro do saco.
( ) O pessoal da alfândega começou a desconfiar da velhinha.
( ) Diante da promessa do fiscal, ela lhe contou a verdade: era contrabando de lambretas.
( ) Todo dia, a velhinha passava pela fronteira montada numa lambreta, com um saco no bagageiro.
( ) Mas, desconfiado, o fiscal passou a revistar a velhinha todos os dias.
( ) Durante um mês, o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
( ) Então, ele prometeu que não contaria nada a ninguém, mas pediu à velhinha que lhe dissesse qual era o contrabando que fazia.

Respostas deixadas no comentário por um colaborador:
RESPOSTAS - GABARITO. Lembrando de as respostas discursivas não precisam estar exatamente com iguais, desde que passe a mesma informação.

1. R= Carregava areia.

2. R= Todos eram pessoas muito experientes.

3. R= Refiria-se a dentes postiços, artificiais.

4. R= Carregava sacos de areia na lambreta para distrair a atenção dos guardas sobre o verdadeiro contrabando: lambretas.

5. R= Quando o guarda lhe jurou que não contaria a verdade a ninguém.

6. R= O final, quando a velhinha diz que contrabandeava lambretas.

7.
a) R= 3; b) R= 2; c) R= 7; d) R= 1; e) R= 4; f) R= 5; g) R= 6.

Transposição da voz ativa para a voz passiva - Exercícios com gabarito - Vozes verbais.

Gramática - Vozes verbais - Atividade com gabarito, que o professor poderá imprimir e usar em  aula.




1) Faça a transposição das frases em voz ativa para a voz passiva, conforme modelo.

Exemplo/modeloVoz ativa: Os operários derrubaram a parede.
                             Voz passiva: A parede foi derrubada pelos operários.


a) Voz ativa: O governo fará os ajustes políticos necessários.
     Voz passiva:

b) Voz ativa: Nós realizaremos a cerimônia até o próximo mês.
     Voz passiva:

c) Voz ativa: Os atletas conquistarão muitas vitórias nos próximos Jogos Pan-Americanos.
     Voz passiva:

d) Voz ativa: João fez o pedido de benção para sua mãe.
     Voz passiva:

Gabarito:
a) Os ajustes políticos  necessários serão feitos pelo governo.
b) A cerimônia será realizada por nós até o próximo mês.
c) Muitas vitórias serão conquistadas pelos atletas nos próximos Jogos Pan-Americanos.
d) O pedido de benção para sua mãe foi feito por João.



- Como imprimir: selecione o conteúdo, copie  e  cole em seu editor de  textos. Feito isto, basta  imprimir.
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Referências bibliográficas:

Projeto Araribá: português/ obra coletiva concebida e produzida pela Editora Moderna; editora responsável Áurea Regina Kanashiro. – 1.ed – São Paulo: Moderna, 2006.Obra em 4 v. para alunos da 5ª a 8ª séries.
___________________________________
TERRA, Ernani - Português de olho no mundo do trabalho: volume único/ Ernani Terra, José De Nicola - São paulo - Scipione, 2004 - ( Coleção de olho no mundo do trabalho).

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