Texto: Sinais de Pontuação.

Sinais de Pontuação

Pontos de Vista
Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português quando estourou a discussão.
— Esta história já começou com um erro — disse a Vírgula.
— Ora, por quê? — perguntou o Ponto de Interrogação.
— Deveriam me colocar antes da palavra "quando" — respondeu a Vírgula.
— Concordo! — disse o Ponto de Exclamação. — O certo seria:
"Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português, quando estourou a discussão".
— Viram como eu sou importante? — disse a Vírgula.
— E eu também — comentou o Travessão. — Eu logo apareci para o leitor saber que você estava falando.
— E nós? — protestaram as Aspas. — Somos tão importantes quanto vocês. Tanto que, para chamar a atenção, já nos puseram duas vezes neste diálogo.
— O mesmo digo eu — comentou o Dois-Pontos. — Apareço sempre antes das Aspas e do Travessão.
— Estamos todos a serviço da boa escrita! — disse o Ponto de Exclamação. — Nossa missão é dar clareza aos textos. Se não nos colocarem corretamente, vira uma confusão como agora!
— Às vezes podemos alterar todo o sentido de uma frase — disseram as Reticências. — Ou dar margem para outras interpretações...
— É verdade — disse o Ponto. — Uma pontuação errada muda tudo.
— Se eu aparecer depois da frase "a guerra começou" — disse o Ponto de Interrogação — é apenas uma pergunta, certo?
— Mas se eu aparecer no seu lugar — disse o Ponto de Exclamação — é uma certeza: "A guerra começou!"
— Olha nós aí de novo — disseram as Aspas.
— Pois eu estou presente desde o comecinho — disse o Travessão.
— Tem hora em que, para evitar conflitos, não basta um Ponto, nem uma Vírgula, é preciso os dois — disse o Ponto e Vírgula. — E aí entro eu.
— O melhor mesmo é nos chamarem para trazer paz — disse a Vírgula.
— Então, que nos usem direito! — disse o Ponto Final. E pôs fim à discussão.

Conto de João Anzanello Carrascoza, ilustrado por Will.
Revista Nova Escola - Edição Nº 165 - Setembro de 2003

O correto é traz ou trás?

Como se escreve? Traz ou trás? Como muitas palavras em Língua Portuguesa, essa é uma das  que nos deixa em dúvida na hora de  escrever.

Mas suas dúvida acabam agora!!!Aqui está a explicação e a solução.
As duas formas estão corretas, só vai depender do significado e do contexto.

Traz é usado para designar a 3ª pessoa do "verbo trazer".
Exemplos:
Ele traz ótimas notícias.
Ela traz felicidade.
Pedro traz presentes para todos.

Trás é "advérbio de lugar".
Exemplos:
Eles vieram por trás, e nos fizeram uma surpresa.
Os meninos brincam por trás do muro.

Linguística - Dicionário "Mineirês" - "Jeitim" mineiro de falar.

A Linguística estuda seriamente esses fenômenos fonéticos (sonoros) da fala, mas no momento vamos só exemplificar, até como curiosidade, o modo de falar dos mineiros.

Mas, muito cuidado antes de  sair "zuando" os "minerim" por aí, pois todos os estados têm um modo de  falar ou "sotaque" peculiar, e certamente o seu modo de falar também tem alguns "xistes" locais.

Caso você desje, pode imprimir esse "dicionário" e usar ao final de uma aula de fonética. Certamente tornará a aula mais "simpática e leve" para os alunos. Pode também procurar outros "dicionários regionais" para compleementar esse.

casopô – caixa de isopor
chudoidu – bicho doido
debadacama – debaixo da cama
dendoforno – dentro do forno
dentifrisso – pasta de dente
doidimais – doido demais
iscondidente – escova de
dente
kidicarne – quilo de carne
lidiárco – litro de álcool
lidileite – litro de leite
masstumate – massa de tomate
midipipoca – milho de pipoca
mininu – menino
Nossinhora – Nossa Senhora
oiprocevê – olha para você ver
onquié? – onde que é?
pão di quêju – pão de queijo
pincumel – pinga com mel
popôopó? – pode pôr o pó?
quaisnahora – quase na hora
sapassado – sábado passado
sesetembro – sete de setembro
tideguerra – tiro de guerra
tissodaí – tira isso daí
tradaporta – atrás da porta
trem – é um palavra (substantivo) para tudo e qualquer coisa.
videperfum – vidro de perfume

- Parte  do texto recebida por e-mail sem autoria.

Se você souber outras palavras do "Dicionário Mineirês", deixe aqui nos comentários ;)

Como se escreve: Sessão, Cessão ou Seção/Secção?

Algumas palavra da Língua Portuguesa parecem "pegadinha", tamanha a dúvida em que se fica na hora de  escrever.

Esse grupo faz parte das dificuldades, das "pegadinhas do Português"

"Seção, Sessão ou Cessão" qual a forma correta de escrever? As três estão corretas. Isso mesmo, todas elas estão grafadas corretamente. A forma certa vai depender do uso, do contexto, do que voc~e quer dizer com a palavra.

SEÇÃO/SECÇÃO = parte, divisão, segmento, setor  -
Exemplos: seção de esportes, seção de latícinios, seção de roupa íntima.


CESSÃO = ação de ceder, transferir ou doar alguma coisa.
Exemplos: É educado fazer a cessão do seu lugar na fila a pessoas idosas.
                  A cessão de bens imóveis pode ser feita em cartório.

SESSÃO = intervalo de tempo de uma reunião para determinado fim.
                   A sessão de cinema começa às 15:00 horas.
                   A sessão no Plenário durou a tarde toda.
                  
Como podemos observar, todas as grafias são corretas, dependendo do contexto no qual estejam inseridas, do que se  deseja expressar.

O Mistério da herança - texto para trabalhar a pontuação.

Esse texto é excelente para trabalhar pontuação em sala de aula de uma forma leve e divertida. Desperatá o interesse dos alunos.

Que tal aproveitar um texto que anda circulando pela internet, para realizar, em sala de aula, uma vivência lúdica e divertida sobre a importância da correta pontuação em um texto? Esta é mais uma proposta pedagógica , para enriquecer as atividades do professor de Produção Textual.

Este exercício apropria-se de um texto que tem circulado pela internet, como simples brincadeira. Na proposta pedagógica aqui criada, o objetivo é demonstrar aos alunos que uma vírgula, um ponto de interrogação ou um ponto final, corretamente empregados, podem, sim, fazer toda a diferença. É importante que o professor, na etapa inicial do exercício, relembre alguns aspectos principais da pontuação e os cuidados para os erros mais comuns devido ao seu emprego indevido. Outro aspecto importante a ser abordado: a importância da clareza no desenvolvimento de um texto.

Desenvolvimento:
1. Dividir a sala em quatro subgrupos (ou múltiplos de quatro, para salas maiores).

2. Entregar papel e caneta. No papel, para criar um certo “clima”, o professor pode desenhar uma moldura bem bonita, contendo dentro dela a palavra “Testamento” e o texto que será trabalhado.

3. Contar a história que dará origem ao exercício:

O Mistério da Herança

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Dono de uma grande fortuna, não teve tempo de fazer o seu testamento. Lembrou, nos momentos finais, que precisava fazer isso. Pediu, então, papel e caneta. Só que, com a ansiedade em que estava para deixar tudo resolvido, acabou complicando ainda mais a situação, pois deixou um testamento sem nenhuma pontuação. Escreveu assim:

'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.'
Morreu, antes de fazer a pontuação.

A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes. O objetivo deste exercício é que cada um dos grupos traga a fortuna para o seu lado. Ou seja, a partir de agora, cada um dos grupos agirá como se fossem os advogados dos herdeiros. O grupo 1 representará o sobrinho. O grupo 2 representará a irmã. O grupo 3 deverá fazer com que o padeiro herde a riqueza. E, finalmente, o grupo 4 deverá será responsável para a riqueza do falecido chegar apenas às mãos dos pobres.

Ao final do exercício, o professor divulgará como deveria ficar cada um dos textos.

Resposta:

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito :
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Então, chegaram os pobres da cidade. Espertos, fizeram esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais ! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Quais são as características de uma crônica.

As características a seguir são referidas por vários dos autores que buscaram compreender a estrutura da crônica como estilo literário.

Lembremos que chronos é relativo a tempo, é podemomos perceber claramente a vinculação entre chronoscrônica.

A crônica, breve resgisto de um determinado momento,  está dentro da categoria de textos narrativos, pois relata algum fato ou situação usando o tempo cronológico e a descrição dos acontecimentos.

- texto ligada à vida cotidiana;
- narrativa informal, familiar, intimista;
-uso da oralidade na escrita: linguagem coloquial;
-sensibilidade no contato com a realidade;
-síntese; (a crônica se passa em um curto período de tempo, por isso os fatos não podem ter grandes desdobramentos).
-uso de fatocotidiano, corriqueiro, como meio ou pretexto para o artista exercer seu estilo e criatividade;
- uma certa dose de lirismo;
-natureza ensaística;
-leveza;
-diz coisas sérias através de uma aparente conversa fiada;
-uso do humor;
-brevidade; geralmente é um texto curto.
-por ser baseada em um fato contemporâneo (da época em que o autor escreve: está sujeita a uma rápida desatualização e à fugacidade do tempo.

Confira um exemplo de crônica.
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Exercicios sobre Concordância com gabarito

Gramática - exercícios para fixar Concordância.



Assinale com “C “ as frases corretas quanto a concordância e com “ I ” as frases incorretas:

1) (  ) Falou o Ministro e todos os seus assessores.
2) (  ) Saiu agora mesmo daqui seu tio e suas primas.
3) (  ) Não só os alunos, como também o diretor faltou às aulas.
4) (  ) Fumar e beber faz muito mal à saúde.
5) (  ) O comer e o dormir engordam.
6) (  ) Não só eu, mas também meus filhos estão com gripe.
7) (  ) Bebida, festas, dinheiro, mulheres, nada o tornava alegre.
8) (  ) Céu, mar, terra, rios, sol planetas, animais tudo se constituem dos mesmos elementos.
9) (  ) Tanto o marido como a mulher mentiu.
10) (  ) Deverá viajar conosco Ademir e Adriana.
11) (  ) Deus e demônio, brancos e negros, crentes e ateus, mulheres e homens, ninguém o igualava em tragédias ou em comédias.
12) (  ) Tanto você quanto eu estou na mesma situação.
13) (  ) O burro, o asno e o preguiçoso, sem pancadas, nenhum se mexe.
14) (  ) Veio ao aeroporto Giovanna, Lucas, Gabriel e os primos.
15) (  ) Giovanni ou Otaviano dirigirão o automóvel.
16) (  ) Chegou uma carta e um telegrama para Vossa Excelência.
17) (  ) Perder e ganhar é do esporte.
18) (  ) Os Sertões foram publicados em 1902 e são de autoria de Euclides da Cunha.
19) (  ) Luís, bem como seus irmãos, virá comigo.
20) (  ) As estrelas parecem brilhar mais intensamente hoje
21) (  ) As estrelas parece brilharem mais intensamente hoje
22) (  ) As crianças parece estarem com fome.
23) (  ) Vossa Santidade estejais em paz, que cuidaremos da sua segurança.
24) (  ) Tudo parecem rosas na vida.
25) (  ) Aquilo parecem fogos de artifício.

Gabarito dos exercícios sobre concordância.1.C - 2.C - 3..I - 4.C- 5.C - 6.I - 7.C - 8.I - 9.I -10.C - 11.C -12.I - 13.C - 14.C - 15.I - 16.C - 17.I -18.C - 19.C - 20.C - 21.C - 22.C - 23.I - 24.C - 25.C
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Verbo HAVER, algumas dúvidas.

Em todas as provas de vestibular ou de concursos, sempre há uma questão, ou mais, sobre o uso do verbo HAVER.


Pessoal que fica em dúvida com o verbo HAVER, sempre que forem usá-lo, tentem trocar pela palavra "existir", se der é porque ele é impessoal, isto é, não tem sujeito e só varia em tempo, JAMAIS poderá variar em número, isto é, JAMAIS poderá ir para o plural.

EXEMPLO: Há DEZ pessoas reclamando = EXISTEM DEZ pessoas reclamando.
                    Há UMA pessoa reclamando = EXISTE UMA pessoa reclamando.

Havia DEZ pessoas reclamando = EXISTIAM DEZ pessoas reclamando.
Havia UMA pessoa reclamando = EXISTIA UMA pessoa reclamando.

Independente do número de pessoas, o verbo haver tem o sentido de EXISTIR, portanto não pode ir para o plural.

Isso serve também para quando o verbo HAVER indicar tempo passado, pois também não existirá SUJEITO.
Exemplo. Há dez anos não vinha aqui.
                Há um ano não vinha aqui.

Sempre que dou essa aula , algum aluno pergunta:
- Mas então quando é que ele pode ser conjugado normalmente?
- Quando ele é um verbo auxiliar e há um sujeito.

Exemplo. Eu hei de conseguir ser aprovado.
               Nós haveremos de ser aprovados este ano.

Na verdade, na linguagem coloquial , poucos usamos o verbo haver com sujeito.

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Tipos de Discurso: direto indireto e indireto livre - Vozes do Discurso.

Vozes do discurso.



Ao lermos um texto, observamos que há um narrador, que é quem conta o fato. Esse locutor ou narrador pode introduzir outras vozes no texto para auxiliar a narrativa.

Para fazer a introdução dessas outras vozes no texto, a voz principal ou privilegiada, o narrador, usa o que chamamos de discurso. O que vem a ser discurso dentro do texto? Discurso é a forma como as falas são inseridas na narrativa.

O discurso pode ser classificado em: direto, indireto e indireto livre.

Discurso direto: reproduz fiel e literalmente algo dito por alguém. Um bom exemplo de discurso direto são as citações ou transcrições exatas da declaração de alguém.

- Primeira pessoa (eu, nós) – é o narrador quem fala, usando aspas ou travessões para demarcar que está reproduzindo a fala de outra pessoa.

Exemplo de discurso direto: “Não gosto disso” – disse a menina em tom zangado.

Discurso indireto: o narrador, usando suas próprias palavras, conta o que foi dito por outra pessoa. Temos então uma mistura de vozes, pois as falas dos personagens passam pela elaboração da fala do narrador.

- Terceira pessoa - ele(s), ela(s) – O narrador só usa sua própria voz, o que foi dito pela personagem passa pela elaboração do narrador. Não há uma pontuação específica que marque o discurso indireto.

Exemplo de discurso indireto: A menina disse em tom zangado, que não gostava daquilo.

Discurso indireto livre: É um discurso misto onde há uma maior liberdade, o narrador insere a fala do personagem de forma sutil, sem fazer uso das marcas do discurso direto. É necessário que se tenha atenção para não confundir a fala do narrador com a fala do personagem, pois esta surge de repente em meio a fala do narrador.

Exemplo de discurso indireto livre: A menina perambulava pela sala irritada e zangada. Eu não gosto disso! E parecia que ninguém a ouvia.

Tempo Verbal:
O tempo verbal também é fator determinante dos discursos. O discurso indireto estará sempre no passado em relação ao discurso direto.

Discurso direto - tempos verbais
Presente do indicativo: “Não gosto disso” – diz a menina em tom zangado.
Pretérito perfeito do indicativo: “Não gostei disso” – disse a menina em tom zangado.
Futuro do indicativo: “Não gostarei disso” – disse a menina em tom zangado.
Imperativo: - Vista o agasalho, meu filho.

Discurso Indireto – tempos verbais
Pretérito imperfeito do indicativo: A menina afirmou que estava zangada.
Pretérito-mais-que-perfeito do indicativo: A menina afirmou que estivera zangada (composto – A menina afirmou que tinha estado zangada)
Futuro do pretérito : A menina disse que estaria zangada.
Pretérito imperfeito do subjuntivo: A mãe recomendou-lhe que vestisse o agasalho.

Essa é  a  base  dos Tipos de Discurso existentes  em um texto.

Para saber mais sobre verbos visite: Verbos: definicao, classificacao, flexão, modo, tempo, forma nominal, imperativo/subjuntivo.

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Pneu Furado - Luís Fernando Veríssimo - exemplo de crônica, fácil leitura e interpretação.

Esse texto é bem leve  e pode ser usado de  várias forma pelo  professor, uma delas poderia ser exemplificar o gênero crônica.



PNEU FURADO

O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.
Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo
"Pode deixar". Ele trocaria o pneu.
- Você tem macaco? - perguntou o homem.
- Não - respondeu a moça.
- Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe?
- Não - disse a moça.
- Vamos usar o meu - disse o homem.
E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.
Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.
Dali a pouco chegou o dono do carro.
- Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
- É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
- Coisa estranha.
- É uma compulsão. Sei lá.

(Luís Fernando Veríssimo. Livro: Pai não entende nada. L&PM, 1991).

Confira as característica de uma crônica.
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Verbos: definição, classificação, flexão, modo, tempo, forma nominal, imperativo/subjuntivo.

Verbo é a palavra que indica ação, fenômenos da natureza e também  atribui:
  •  qualidade,
  •  característica,
  •  estado,
Estrutura e Flexão
Classificação dos verbos
• O modo indicativo ex.: ar - er - ir
• Os modos subjuntivo e imperativo ex.: ar - er - ir
• As formas nominais ex.: ar - er - ir


Exemplo de  como NÃO conjugar  o verbo ;)



Interpretação de textos - Princípios básicos para interpretar um texto.

PEQUENO DICIONÁRIO DE INTERPRETAÇÃO.


A - Atenção ao ler o texto é fundamental.

B - Busque a resposta no texto. Não tente adivinhá-la. “Chute” só em último caso.

C - Coesão: uma frase com erro de coesão pode tornar um contexto indecifrável.
- Contexto: é o conjunto de idéias que formam um texto ---> o conteúdo.

D - Deduzir: deduz- se somente através do que o texto informa.

E - Erros de Interpretação:
• Extrapolação ( viagem ): é proibido viajar. Não se pode permitir que o pensamento voe.
• Redução: síntese serve apenas para facilitar o entendimento do contexto e para fixar a idéia principal. Na hora de responder lê-se o texto novamente.
• Contradição: é proibido contradizer o autor. Só se contradiz se solicitado.

F – Figuras de linguagem: conhecê-las bem ajudam a compreender o texto e, até, as questões.

G – Gramática: é a “alma” do texto. Sem ela, não haverá texto interpretável. Portanto, estude-a bastante.

H - História da Literatura: reconhecer as escolas e os gêneros literários é fundamental. Revise seus apontamentos de literatura.

I – Interpretação: o ato de interpretar tem primeiro e principal objetivo a identificação da idéia principal.
• Intertexto: são as citações que complementam, ou reforçam, o enfoque do autor .

J – Jamais responda “de cabeça”. Volte sempre ao texto.

L – Localizar-se no contexto permite que o candidato DESCUBRA a resposta.

M – Mensagem: às vezes, a mensagem não é explícita, mas o contexto informa qual a intenção do autor.
N – Nexos: são importantíssimos na coesão. Estude os pronomes relativos e as conjunções.

O – Observação: se você não é bom observador, comece a praticar HOJE, pois essa capacidade está intimamente ligada à atenção.

• OBSERVAÇÃO = ATENÇÃO = BOA INTERPRETAÇÃO.

P – Parafrasear: é dizer o mesmo que está no texto com outras palavras. É o mais conhecido “pega – ratão“ das provas.

Q – Questões de alternativas ( de “a” a “e” ): devem ser todas lidas. Nunca se convença de que a resposta é a letra “a” . Duvide e leia até a letra “e”, pois a resposta correta pode estar aqui.

R – Roteiro de Interpretação

Na hora de interpretar um texto, alguns cuidados são necessários:

a) ler atentamente todo o texto, procurando focalizar sua idéia central;
b) interpretar as palavras desconhecidas através do contexto;
c) reconhecer os argumentos que dão sustentação a idéia central;
d) identificar as objeções à idéia central;
e) sublinhar os exemplos que foram empregados como ilustração da idéia central;
f) antes de responder as questões, ler mais de uma vez todo o texto, fazendo o mesmo com as questões e as alternativas;
g) a cada questão, voltar ao texto, não responder “de cabeça”;
h) se preferir, faça anotações à margem ou esquematize o texto;
i) se o enunciado pedir a idéia principal, ou tema, estará situada na introdução, na conclusão, ou no título;
j) se o enunciado pedir a argumentação, esta estará localizada, normalmente, no corpo do texto.

S – Semântica: é a parte da gramática que estuda o significado das palavras. É bom estudar: homônimos e parônimos, denotação e conotação, polissemia, sinônimos e antônimos. Não esqueça que a mudança de um “i “ para “e” pode mudar o significado da palavra e do contexto.
IMINENTE --->  EMINENTE

T – Texto: basicamente, é um conjunto de IDÉIAS (ASSUNTO) ORGANIZADAS(ESTRUTURA).
- INTRODUÇÃO-ARGUMENTAÇÃO-CONCLUSÃO

U – Uma vez, contaram a você que existem a ótica do escritor e a ótica do leitor. É MENTIRA! Você deve responder às questões de acordo com o escritor.

V – Vícios: esses “errinhos” do cotidiano atrapalham muito na interpretação. Não deixe que eles interfiram no seu conhecimento.

X – Xerocar os conteúdos, isto é, decorá-los não é o suficiente: é necessário raciocinar.

Z – Zebra não existe: o que existe é a falta de informação. Portanto, informe-se .

(Autoria de Lúcia Piva)
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Atividade - Exercicios com gabarito sobre o pronome relativo "Que".

Exercícios e atividades de  analise sintática da palavra "que" com  gabaritos, útil para professores aplicarem e para estudantes testarem seu aprendizado.




A palavra ”Que” é pronome relativo nas frases que se sequem. Dê a sua função sintática:

26) Esta é a casa em que nasci.
Que é ______________________________

27) A informação de que mais gostei foi aquela:
Que é ______________________________

28) Há sempre solidão em torno dos que caem:
Que é ______________________________

29) Tudo o que vem do acaso carece de firmeza:
Que é ______________________________

30) Ninguém pode ter tudo aquilo que deseja:
Que é ______________________________

31) Eu fui o que tu és, tu serás o que eu sou:
Que é ________________________________

32) “É teu amigo aquele que na ocasião do perigo te ajuda”:
Que é ______________________________

33) A demora excita sempre os que amam:
Que é ______________________________

34) O conto a que fases referências não é tão importante assim:
Que é ______________________________

35) Ela me fez uma pergunta a que- não poderia responder:
Que é ______________________________

36) O animal de que mais tenho medo é o urso:
Que é ______________________________

37) De que conversaremos hoje?
Que é ______________________________

Gabarito:
26. adj. Adv. de lugar
27. obj. indireto
28. sujeito
29. sujeito
30. obj. direto
31. predicativo/ predicativo
32. sujeito
33. sujeito
34. complemento nominal
35. obj. indireto
36. complemento nominal
37. adj. Adv. de assunto
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Exercícios sobre concordância com gabarito.

Professor, está sem tempo de  elaborar exercícios? Estudante, quer testar seus conhecimentos? Atividades com  gabarito.



Assinale com “C “ as frases corretas quanto a concordância e com “I” as frases incorretas:

001) ( )Falou o Ministro e todos os seus assessores.
002) ( )Saiu agora mesmo daqui seu tio e suas primas.
003) ( )Não só os alunos, como também o diretor faltou às aulas
004) ( )Fumar e beber faz muito mal à saúde.
005) ( )O comer e o dormir engordam.
006) ( )Não só eu, mas também meus filhos estão com gripe.
007) ( )Bebida, festas, dinheiro, mulheres, nada o tornava alegre.
008) ( )Céu, mar, terra, rios, sol planetas, animais tudo se constituem dos mesmos elementos
009) ( )Tanto o marido como a mulher mentiu.
010) ( )Deverá viajar conosco Ademir e Adriana.
011) ( )Deus e demônio, brancos e negros, crentes e ateus, mulheres e homens, ninguém o igualava em tragédias ou em comédias
012) ( )Tanto você quanto eu estou na mesma situação
013) ( )O burro, o asno e o preguiçoso, sem pancadas, nenhum se mexe.
014) ( )Veio ao aeroporto Giovanna, Lucas, Gabriel e os primos.
015) ( )Giovanni ou Otaviano dirigirão o automóvel
016) ( )Chegou uma carta e um telegrama para Vossa Excelência.
017) ( )Perder e ganhar é do esporte.
018) ( )Os Sertões foram publicados em 1902 e são de autoria de Euclides da Cunha.
019) ( )Luís, bem como seus irmãos, virá comigo.
020) ( )As estrelas parecem brilhar mais intensamente hoje
021) ( )As estrelas parece brilharem mais intensamente hoje
022) ( )As crianças parece estarem com fome.
023) ( )Vossa Santidade estejais em paz, que cuidaremos da sua segurança.
024) ( )Tudo parecem rosas na vida.
025) Aquilo parecem fogos de artifício

Gabarito:
1.C - 2.C - 3..I  - 4.C - 5.C - 6.I - 7.C - 8.I  - 9.I - 10.C - 11.C - 12.I  - 13.C - 14.C - 15.I - 16.C - 17.I 18.C - 19.C - 20.C - 21.C - 22.C - 23.I  - 24.C - 25.C
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Conjunções subordinadas - Classificação.

Posição das conjunções coordenativas


Nem todas as CONJUNÇÕES COORDENATIVAS encabeçam a oração que delas recebe o nome.

Assim:
1. Das CONJUNÇÕES COORDENATIVAS apenas mas aparece obrigatoriamente no começo da oração;contudo, entretanto, no entanto, porém e todavia podem vir no início da oração, ou após um de seus termos.

Sirvam de exemplo estes períodos:
Tentou subir, mas não conseguiu.
Tentou subir, porém não conseguiu.
Tentou subir; não conseguiu, porém.
 
2. Pois, quando CONJUNÇÕES CONCLUSIVA, vem sempre posposta a um termo da oração a que pertence:

Era, pois, um homem de grande caráter e foi, pois, também um grande estilista. (J. RIBEIRO)

3. As conclusivas logo, portanto e por conseguinte podem variar de posição, conforme o ritmo, a entoação, a harmonia da frase.

Conjunções subordinativas

Classificação

As conjunções subordinativas classificam-se em CAUSAIS, CONCESSIVAS, CONDICIONAIS, CONFORMATIVAS, COMPARATIVAS, CONSECUTIVAS, FINAIS, PROPORCIONAIS,
TEMPORAIS, e INTEGRANTES.

As causais, concessivas, condicionais, conformativas, finais, proporcionais, temporais, comparativas e consecutivas iniciam ORAÇÕES ADVERBIAIS.

 As integrantes introduzem ORAÇÕES SUBSTANTIVAS.

Exemplos:
a) CAUSAIS (iniciam uma oração subordinada denotadora de causa). porque, pois, porquanto, como [=porque], pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que, etc.
- Dona Luísa fora para lá porque estava só.
- Como o calor estivesse forte, pusemo-nos a andar pelo Passeio Público.

b) COMPARATIVAS (iniciam uma oração que encerra o segundo membro de uma comparação, de um confronto): que, do que (depois de mais, menos, maior, menor, melhor, pior) qual (depois de tal), quanto (depois de tanto), como, assim como, bem como, como se, que nem.
- .Era mais alta que baixa.  Nesse instante, Pedro se levantou como se tivesse levado uma chicotada.

c) CONCESSIVAS (iniciam uma oração subordinada em que se admite um fato contrário à ação principal, mas incapaz de impedi-la). embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, bem que, se bem que, apesar de que, nem que, que, etc.
- Pouco demorei, conquanto muitos fossem os agrados.
- É todo graça, embora as pernas não ajudem...
 
d) CONDICIONAIS (iniciam uma oração subordinada em que se indica uma hipótese ou uma condição necessária para que seja realizado ou não o fato principal): se, caso, quando, contanto que, salvo se, sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que, etc.
- Seria mais poeta, se fosse menos político.
- Consultava-se, receosa de revelar sua comoção, caso se levantasse.

e) CONFORMATIVAS (iniciam uma oração subordinada em que se exprime a conformidade de um pensamento com o da oração principal) conforme, como [= conforme], segundo, consoante, etc.:
- Cristo nasceu para todos, cada qual como o merece...
- Tal foi a conclusão de Aires, segundo se lê no Memorial.

f) CONSECUTIVAS (iniciam uma oração na qual se indica a conseqüência do que foi declarado na anterior): que (combinada com uma das palavras tal, tanto, tão ou tamanho, presentes ou latentes na oração anterior), de forma que, de maneira que, de modo que, de sorte que.
- Soube que tivera uma emoção tão grande que Deus quase a levou.

g) FINAIS (iniciam uma oração subordinada que indica a finalidade da oração principal): para que, a fim de que, porque [= para que], que
- Aqui vai o livro para que o leias.
- Fiz-lhe sinal que se calasse...

h) PROPORCIONAIS (iniciam uma oração subordinada em que se menciona um fato realizado ou para realizar-se simultaneamente com o da oração principal): à medida que, ao passo que, à proporção que, enquanto, quanto mais... (mais), quanto mais...(tanto mais), quanto mais... (menos), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (menos), quanto menos... (tanto menos), quanto menos... (mais), quanto menos...(tanto mais)
- Ao passo que nos elevávamos, elevava-se igualmente o dia nos ares.
- Tudo isso vou escrevendo enquanto entramos no Ano Novo.

i) TEMPORAIS (iniciam uma oração subordinada indicadora de circunstância de tempo): quando, antes que, depois que, até que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, mal, que [= desde que], etc.:
- Custas a vir e, quando vens, não te demoras.
- Implicou comigo assim que me viu.

j) INTEGRANTES (servem para introduzir uma oração que funciona como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto de outra oração): que e se Quando o verbo exprime uma certeza, usa-se que; quando incerteza, se:
- Afirmo que sou estudante.
- Não sei se existe ou se dói.
 
Polissemia conjuncional

Como vimos, algumas conjunções subordinativas (que, se, como, porque, etc) podem pertencer a mais de uma classe. Em verdade, o valor desses vocábulos gramaticais está condicionado ao contexto em que se inserem, nem sempre isento de ambigüidade, pois que há circunstâncias fronteiriças: a condição da concessão, o fim da conseqüência, etc.

Locução conjuntiva
A par das conjunções simples, há numerosas outras formadas da partícula que antecedida de advérbios, de preposições e de particípios. São chamadas LOCUÇÕES CONJUNTIVAS: antes que, desde que, já que, até que, para que, sem que, dado que, posto que, visto que, uma vez que, à medida que.
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